Sinfonia do bem
Era madrugada, o calor intenso.
O Cristo e seus apóstolos haviam chegado há pouco a ilha de Samos, na Grécia.
Os apóstolos estavam atônitos ante a beleza paradisíaca do lugar.
Jesus, como de costume, observava silenciosamente tudo que se passava.
O Mestre, não era de falar muito.
Falou apenas o necessário, contudo, seu olhar e capacidade de observação eram inigualáveis.
Quase todos foram dormir, afinal, a jornada havia sido escorchante.
Ninguém se queixou de nada.
Tiago, filho de Alfeu, olhou o Mestre nos olhos e disse: Jesus, como um pequenino como eu, pode alcançar mais rapidamente uma moradia no reino de Vosso Pai Celeste?
O Cristo ouviu
atentamente o questionamento do jovem Tiago.
O Celeste Benfeitor sabia que se não respondesse a dúvida de seu discípulo, ele
não dormiria sossegadamente aquela noite.
Então, o Cristo olhou o Céu, pediu que o jovem olhasse também.
Em seguida, a chuva veio.
Tiago, quem produz a chuva, quem criou o Universo, quem criou este planeta e tudo o que vê?
Sem delongar para responder, o apóstolo disse: foi Deus.
O Cristo confirmou a resposta e fez a seguinte observação: o reino de meu Pai está acessível a todos que vivem em harmonia com o semelhante, com a natureza, com a vida e com as incontáveis maravilhas do Universo.
Tiago calou-se.
De fato havia entendido a sábia lição do Divino Amigo.
O Cristo fitou o infinito novamente, depois, dormiu.
O sono apossou-se de todos e foram dormir.
François Rabelais Girardin
Psicografia de Ricardo Santos.