Querido André.
Assim como você, também sofro muito com nossa
separação.
Mesmo tendo se passado dois anos, ainda sinto uma saudade muito forte, que chega
a doer no coração.
Mas estou firme e estou bem.
Muitos são os que aqui tem me auxiliado, desde a minha chegada.
Você sempre dizia que eu era alegre até demais, que a minha alegria contagiava
a tudo e a todos.
Você dizia também que a minha fé em Deus era exagerada e que minhas orações
não tinham importância porque não faziam a menor diferença em nossas vidas.
Mas foram exatamente estas duas coisas que,
mesmo sem que eu soubesse, conquistaram muitos amigos aqui no mundo espiritual
antes mesmo da minha chegada. Foram estes queridos amigos, dentre eles sua avó
Otávia e seu avô Olavo, que me ampararam na queda.
Enquanto meu corpo se estatelava lá em baixo, estas mãos amigas seguravam meu
novo corpo desencarnado, evitando sofrimentos e garantindo-me uma transição tranqüila.
Vim aqui esta noite para tranqüilizá-lo
quanto a duas coisas. A primeira já o fiz, pois já disse que estou bem.
A segunda é que não existe culpado nesta história. Você vai se lembrar de
que fui eu a insistir para fazermos aquele passeio no final de semana, enquanto
você não queria ir de jeito nenhum.
E, no final das contas, eu deveria partir assim mesmo, de uma forma que causasse
impacto. Foi assim que aconteceu e graças a Deus hoje eu compreendo e aceito
perfeitamente a minha necessidade de passar por isto.
Chegará também o seu dia de compreender.
Por agora é isto. Ainda te amo como no
primeiro dia e sempre será assim.
Viva intensamente a sua vida e não perca as oportunidades de ser feliz.
Estarei sempre a seu lado.
Da sempre sua,
Maria Luíza