Irmãos,
É
chegada a hora das grandes revelações, prelúdio do momento pelo qual a
Humanidade tem ansiosamente esperado durante os últimos dois milênios.
É
preciso que aqueles cujos horizontes pessoais de expressão espiritual se
encontram já libertos dos grilhões dos dogmas e do sectarismo sejam a guarda
avançada da multidão que se vai formar em redor de um Grande Mestre que em
breve se vai revelar ao Mundo.
Quisera
Ele descer com o conhecimento e apoio das Igrejas, mas tal, infelizmente não
é possível, já que as pedras vivas andam
arredadas de tais edifícios, residindo algumas isoladas na sua desilusão
dos coletivos estáticos, e
outras no seio de pequenos
grupos de livres-pensadores, de
ocultistas, de espiritualistas em geral. Por isso, foi decidido fazer espalhar
as revelações primeiras entre
estes grupos e aquelas pessoas.
A
forma deste pequeno país chamado Portugal obedeceu a desígnios altíssimos das
Forças Ocultas que velam pela evolução planetária.
Para
não entrar em pormenores e compartimentações que, por agora, só causariam
confusão, dir-lhes-ei somente que essas Forças são geralmente apelidadas de GRANDE
FRATERNIDADE BRANCA. A ela pertencem elementos encarnados e desencarnados,
desde os mais valiosos estudantes da Sabedoria Universal. A ela pertencem, ou
com ela colaboram, embora disso não tenham conhecimento consciente, muitos de vós,
Irmãos, que me lêdes neste
momento.
Os
desígnios que presidiram à formação de Portugal, país que geograficamente não
tem fronteiras plausíveis, mas que se mantém uno e independente dentro delas há
mais tempo do que qualquer outro país europeu, são de ordem transcendente e
espiritual. Portugal foi criado para ser o porta-chaves do Quinto Império.
Na
sua formação, foi determinante a ação dos Templários, Ordem então
detentora dos mais preciosos segredos ocultos e instrumento da Grande
Fraternidade Branca e da sua Hierarquia, nome que se atribui ao escol de Altos
Iniciados, ou Irmãos Maiores, ou Mestres da Sabedoria que a governam.
Ao
longo da sua História foi palco do desenvolvimento do Grande Plano que
presentemente se aproxima de seu ápice espiritual, tendo tido a expressão física
mais saliente na Época dos Descobrimentos. No período dessa incomparável Epopéia,
destaco pelo relevo material e espiritual que contêm, os dois objetivos
fulcrais: a abertura da via direta para a Índia e a descoberta do Brasil.
Na
primeira, caberia aos Portugueses dar o passo inicial, para depois cederem o
lugar aos Britânicos, seus aliados em todos os planos de manifestação, a quem
estava destinado o prosseguimento do Plano reservado ao aprofundamento dos laços
entre o rico Oriente e o Ocidente Europeu. Aprendi que em tudo
existe uma faceta e um
motivo oculto, pelo quando digo rico Oriente, refiro-me, não às especiarias,
tecidos, pedras preciosas e outros bens materiais, mas à riquíssima tradição
e conhecimento espiritual que aí se encerravam desde há milênios e que era
necessário fossem divulgados e absorvidos nesta parte do Mundo. Foi, portanto,
dada aos Britânicos a tarefa de trazer a rica tradição do passado Oriental
para a projetarem na presente Europa.
Coube
aos Portugueses a Grande Missão que principia onde termina aquela: a de pegarem
no presente Europeu, enriquecido com o passado Oriental, para o projetarem no
futuro Brasileiro, centro da circunferência que conterá a Humanidade do
Terceiro Milênio, Pátria onde se tornará palpável e maravilhosa
realidade: Quinto Império,
o Império Espiritual.
Coube-me
a mim, humilde Discípulo, o papel de ser o instrumento que oficializou os dois
atos mais significativos da passagem que acabo de descrever, embora pela ordem
inversa e com uma distância temporal de quase 500 anos.
No
ano de 1500, encarnado com o nome de Pedro Álvares Cabral implantei no
Brasil o padrão da Coroa Portuguesa, abrindo o caminho do Futuro. No ano de
1974, encarnado com o nome de Ghandi negociei o fim do domínio Britânico
sobre a Índia, lido que já estava o Livro do Passado.
A
Missão material dos Portugueses no Brasil está há muito cumprida. Começa
agora uma Missão de um teor infinitamente mais elevado e
da qual mal se vislumbram os
contornos.
É
preciso que todos vós, espíritos abertos ao Progresso e ao Amor, colaboreis
com tão maravilhoso Plano. Para tal vos convoco solenemente.
Bem
hajais!
Pedro
Álvares Cabral