Cód:

335
16/01/2005
Autor:
Psicografado por: Velatropa
Oferta de: Velatropa

Domingo, dia 16, após o necessário período de silêncio, depois do ritual de iniciação:
Meus amados irmãos.
Volto à vossa presença para vos falar de uma frase que ouviram muitas vezes: «Peçam, e ser-vos-á dado». O que ao longo dos tempos não foi perceptível é que aquilo é dado parte de um plano diferente daquele de onde parte aquilo que é pedido. É por isso que, quem pede, muitas vezes não tem a percepção do que é dado. Muitas vezes, quem pede, não tem consciência do nível que fornece a resposta ao seu pedido, e que a resposta pode vir numa «língua» diferente daquela em que foi feito o pedido. isto para usar uma imagem. Então, a resposta não é percebida. A frase «Peçam, e ser-vos-á dado» está correcta, foi canalizada e mantém incólume na sua significação.
 Simplesmente, as coisas, por vezes, não são tão directas como os Humanos pensam que são, porque, como já foi referido, não fazem nem podem fazer ideia, do que implica a satisfação dos seus pedidos. Além do mais, os Humanos, por vezes, pedem coisas com as quais não estão preparados para lidar. E, por um mero sistema de protecção, elas não são fornecidas na sua totalidade, apenas para evitar que os Humanos criem mais problemas do que aqueles que já têm.
 Estou a falar-vos do ponto de vista do mecanismo que funcionou ao longo dos últimos milénios. No entanto, no que toca à complexidade da satisfação dos vossos pedidos, parte dessa complexidade continua em vigor, e decorre da diferença dos parâmetros de funcionamento entre as distintas dimensões: aquela onde vocês estão e aquela de onde parte a satisfação dos vosso pedidos. No entanto, nenhum pedido é desconsiderado nem esquecido, simplesmente acontece que as coisas não são como o desespero dos Humanos, por vezes, os leva a crer que são. E quem diz desespero, diz pressa, diz ansiedade, diz impaciência. Compreendemos que os pedidos, por vezes, são lancinantes e que requereriam uma resposta rápida, pois neles estão envolvidos níveis de desconforto e sofrimento consideráveis. Mas o que acontece é que, por vezes, os Humanos não estão na disposição de mexerem no foco contaminador daquilo que contamina as suas vidas.
 Além do mais, muitas vezes, pedem desconfiando ou não crendo em quem pedem. Ao longo dos tempos foi referida a importância da força da fé. A fé move montanhas, como foi dito. E isso não é propriamente uma imagem. É por isso que, presentemente, vos pedimos que movam as montanhas interiores através da força do vosso pensamento para que algumas catástrofes não ocorram com a violência com que têm o potencial de ocorrer.
 Na circunstância deste seminário, vocês pedem, mas não se esqueçam de guardar um tempo para ouvirem o que vos vai ser dado. E não desconfiem do que vos for dado. Muitos vão ficar surpreendidos com a resposta, com a solução, com o alvitre. porque Deus escreve direito por linhas tortas, como vocês dizem. Muitas vezes, a resposta para alguns problemas humanos situa-se precisamente naquilo que a eles mais lhes custa fazer. ou que acham que lhes custa fazer. E, como a situação não lhes agrada, acham que isso não provém do seu Eu Superior; acham que o seu Eu Superior apenas lhes proporciona circunstâncias que geram, de imediato, paz e serenidade. Nem sempre! A paz e a serenidade só chegam depois de ter sido sanada a tempestade. A «limpeza» vem depois de ter sido tirada a «sujidade». E, por vezes, o Humano que pede tem de ter um papel activo na limpeza dessa mesma sujidade.
 Então, não questionem as respostas. Aceitem-nas ou não as aceitem, mas não as desvirtuem. Diria: a coisa tem de ser aceite em bloco. Não adaptem as respostas às vossas conveniências! Se um ser humano atribui a mestria ao seu Eu Superior não pode considerar, depois, que ele se enganou, quando a resposta Dele não corresponde às suas expectativas.
 Lembram-se da história de Abraão?... Ele também questionou a ordem de apunhalar o seu próprio filho, quando, afinal, deveria ter percebido que o teste era à sua fé. e não um convite ao assassínio!
 Poderão dizer que isto é uma armadilha. Mas trata-se apenas de uma questão de estratégia.
 Então, se o condutor, a quem passaram o volante, por vezes, se meter por caminhos esburacados e pedregosos, não perguntem ao Mestre se tem a certeza que é por ali. Quando, por vossa iniciativa, quando, por iniciativa do vosso próprio ego, andaram por caminhos pedregosos, também julgavam que era por ali. A diferença é que, no caso do ego, não era por ali, e no caso do Eu Superior. ele sabe que é por ali. E é porque vocês se lembram de, no tempo do ego, andarem por caminhos pedregosos, que receiam que o novo caminho pedregoso, indicado pelo Eu Superior, conduza ao mesmo tipo de resultados.
É natural que assim seja. Mas não é isso que acontece.
 Então, viagem tranquilamente ao lado do Condutor, seja por onde for que ele vos leve, porque, ou lhe atribuem a total confiança ou o jogo fica viciado. Nem todos o conseguirão rapidamente. Mas aqueles que não conseguirão rapidamente, aproximar-se-ão um pouco mais do momento em que isso passará a ser uma realidade.
 Esta cerimónia,  nem sempre é de graduação final. Para uns é; para outros, porém, é apenas a aproximação a um ponto em que, a médio prazo, receberão a graduação final. Portanto, (esta cerimónia) é apenas uma etapa do caminho. De qualquer forma, o processo é útil para todos. Os que estão a um passo da meta cortam a meta; os que estão longe da meta ficam mais perto da meta. Um dia cortarão a meta. Não foi em vão que vieram. E as (verdadeiras) razões por que vieram, nem sempre correspondem àquelas que vos levaram a vir aqui. Já vos ocorreu que este seminário pode ser o pretexto para outras coisas?
 Que outras coisas?
 Sentirem, por exemplo, uma energia que nunca sentiram, que vai contribuir para diluir algumas dúvidas acerca do contacto com seres de outra dimensão. Essa experiência poderá ser aquela que, precisamente, vos aproxima um pouco mais da meta e que torna as coisas um pouco mais fáceis, para a próxima. Mais uma vez é uma questão de estratégia! E não culpem o vosso Eu Superior por utilizar a palavra «canalização» como um isco para vos atrair a uma situação destas. Os objectivos a atingir são múltiplos e variados. e as coisas nem sempre são o que parecem!
 No entanto, independentemente de como vão colher os resultados deste trabalho, saibam que ficaram um pouco mais próximos do vosso próprio centro. E isso é que é o mais importante. Mantenham o foco de que querem ser instruídos directamente pelo Plano Superior. Todavia, essas informações passarão consoante o calibre da «malha» dos «filtros» que puserem. E a confiança que, a pouco e pouco, forem ganhando no processo, ajudará a irem retirando progressivamente os filtros ou alargando a sua malha, até que finalmente o canal fica completamente desimpedido. Então, a comunicação estabelece-se permanentemente e já não se poderá falar de canalização.
 Quando a união ocorre não há lugar a nada excepto à expressão do ser. Quando estão deste lado, vocês não têm necessidade de canalizar com ninguém.
 A canalização é outra ferramenta, e deve ser entendida e usada como tal, sem esquecer que, um dia, será posta de lado, quando já não for necessária. O estádio de canalização é uma estação de passagem como qualquer outra.
 Portanto, não se esqueçam de ouvir. Peçam e ser-vos-á dado. e ser-vos-á dado!
Como e quando é algo que vocês não poderão saber. Assim, abram-se a todas as possibilidades. Não limitem a acção do Espírito.
Muito obrigado. Voltaremos ao contacto numa próxima oportunidade.
Fiquem na minha paz

Após uma breve pausa, quando pensava que a canalização já tinha terminado:
Meus amigos, eu sou Yasmin, e só venho dizer-vos que façam as coisas com amor.
Quando pedirem, peçam como amor. Com quanto mais amor pedirem, com mais certeza saberão que vão receber, porque o Amor não sabe senão dar.
 Evitem considerarem-nos os «fornecedores» daquilo de que precisam. Nós somos apenas os «retribuidores» daquilo que vocês têm. São pequeninas nuances de linguagem mas que fazem toda a diferença.
 Mesmo que a situação seja de muita revolta, de muita ansiedade ou de angústia, saibam que tudo isso é uma circunstância do momento, característica das condições em que vivem, que nada têm a ver com a vossa essência. Ou seja, não valorizem muito, não levem muito a sério as vicissitudes.
 Evoquem a nossa vibração. Já sabem como ela é. E vão ver que isso, imediatamente, anestesia, dissolve, faz alterar o ponto de observação. Aquilo que, um minuto antes, parecia um monstro inultrapassável, transforma-se num pequeno ressalto, quando «puxam» para o vosso coração a energia de qualquer um de nós.
 Eu sou um ser venuasiano - poderíamos dizer que somos vizinhos! - embora as vossas sondas não nos detectem. Seja como for, sob a forma de vibração estamos sempre com vocês e em vocês. Trata-se apenas de seleccionar o canal correcto.
 Gostamos de estar com vocês. Decerto voltaremos a encontrar-nos para continuarmos esta conversa.
 Eu sou Yasmin.


Mensagem recebida da rede Pomba Verde de Portugal em 17/01/05

Vozes do Caminho - Todos os Direitos Reservados