Pedem-me para escrever.
Não sei o que faço aqui e não me reconheço. Não sei o que fizeram comigo.
Trazem-me aqui contra a minha vontade e pedem que eu reconheça a verdade que me
é mostrada.
Que verdade? A verdade que querem que eu creia?
Não sou tolo. Sei que fui feito prisioneiro, que caí em mãos inimigas. Só não
compreendo porque pretendem me convencer que tudo acabou e que há muito tempo
perdemos a guerra, que a Europa hoje vive em paz e que, vejam só, os judeus tem
sua própria terra.
Tenho orgulho de ser o que sou e de pertencer a uma raça superior, que governará o mundo. Cedo ou tarde meus compatriotas vão encontrar-me e libertar-me.
Voltarei para a glória, para a Alemanha.
Façam comigo o que quiserem, mas não trairei a nossa causa, não cederei, não
retrocederei um passo sequer.
Não assinarei meu nome e não reconheço a sua autoridade e nem a autoridade dos seus superiores.
Heil Hitler!