Cód:

286
05/02/2007
Autor:
Psicografado por: Cleber P. Campos

Ficou claro para mim que as coisas haviam mudado a partir daquele momento.

Afinal, foi uma queda e tanto, não sei como o carro não explodiu... Fui atirado longe e minha cabeça rodava, mas não sentia dor.

 

De repente juntou muita gente, pessoas desceram a encosta e se aproximaram do carro e do meu corpo que estava lá dentro.

Observei todo o resgate, segui atentamente os desdobramentos e a notificação à minha família.

 

Fiquei ao lado de minha mãe, buscando transmitir-lhe serenidade e confiança até o momento final.

Não foi minha culpa, mas estava na hora, disseram-me.

Havia dormido bem antes de viajar, estava bem disposto e alerta.

Perdi o controle do veículo ao desviar de um pequeno animal que invadiu a pista e o carro seguiu reto na curva, indo parar lá embaixo.

 

O pobre bichinho era, na verdade, um pequeno anjo de Deus a me colocar no caminho de volta para casa, disseram-me também.

 

Quando meu corpo baixou à sepultura e tudo serenou, lá estavam meus avós e meus tios, contentes em dar-me as boas vindas a um novo mundo.

 

Abraços a todos.

 

J.D.

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