Cód:

248
14/09/2005
Autor:
Psicografado por: Cleber P. Campos
Destinatário:

Querida Marieta e filhos,

Muito tempo se passou até que eu pudesse andar com minhas próprias pernas. Muito tempo, também, levei para ter a permissão de movimentar-me entre as esferas planetárias.
As coisas não são o que parecem e não são como queremos. Tudo tem um propósito e tudo tem um sentido maior, designado por Deus. A compreensão é o único caminho. Aceitemos os fatos.
Apresento-me aqui hoje auxiliado por verdadeiros amigos e benfeitores que, creiam-me, deixaram seus afazeres para que vocês pudessem receber esta mensagem.
Fico feliz e agradecido por poder enviar esta nota a vocês, pessoas queridas a quem muito amo e de quem muitas saudades tenho sentido. No meu íntimo, porém, sinto o desconforto de saber que os amigos que aqui comparecem deixam de atender outros mais necessitados, por minha causa e para atender as suas súplicas.

Por que haveria de não estar bem? Onde está a fé que sempre cultivamos juntos?
Tive uma vida baseada no trabalho honesto. Lutamos, minha querida, eu e você e graças a Deus conseguimos ensinar a nossos filhos o caminho da verdade e a verdadeira fé cristã. Em nossas orações em família, sempre discutíamos sobre a continuidade da vida e sobre a nossa certeza de que pelas nossa boas obras seríamos amparados por nossos protetores e amigos espirituais na hora derradeira.
E foi assim que comigo aconteceu, e não haveria de ser diferente.

A doença que lentamente consumiu meu corpo não deveria ter sido forte o suficiente para consumir a sua fé. Sim, muito sofri até que meu corpo fosse desligado. Aqui cheguei sem dores e sem demora, foi como um alívio imediato. Estava, porém, bastante debilitado e precisei de tempo para adaptar-me, tempo este que acabou prolongado pelos estados mentais a que vocês todos se entregaram.

Hoje estou recuperado, com uma aparência mais robusta e até mais jovem. Quero trabalhar e ofereceram-me oportunidade para muito breve. Não poderei, porém, estar entre vocês até que tenham mudado seu padrão mental.

Assim, quero deixar aqui um pedido a todos vocês. Orem, como costumávamos juntos orar. Creiam, de coração aberto, que tudo aquilo que discutíamos em nossa reuniões é a mais pura verdade. Aqui estou para provar. Deus não nos desampara.
Não mais enviarei mensagens. Muitos são os verdadeiramente necessitados deste tipo de instrumento, e muito poucos são os canais disponíveis. Cada um de nós deve seguir seu caminho, com Amor e Fé, até que chegue a hora do nosso reencontro aqui deste lado.

Com amor,

João Batista.

 

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