A humanidade atravessa hoje a era da
informação.
As imagens do que acontece do outro lado da Terra percorre o planeta em
segundos, e todos podem tomar conhecimento dos fatos no chamado "tempo real".
Terá o homem finalmente atingido a maturidade para compreender aquilo que vê e
aquilo que ouve?
Em outros tempos, a civilização humana já esteve em estágio até mais avançado do
que este. A comunicação, tal como agora, era manipulada por uma minoria, que
impunham seus interesses a todo um povo.
O consumismo e a luxúria estavam acima de qualquer coisa, freqüentemente
sobrepondo-se às necessidades dos mais humildes, que eram usados para atrair a
atenção e gerar mais consumo através de histórias sensacionalistas.
A tecnologia ao invés de proporcionar bem-estar e amenizar a dor de todos,
também servia a classe dominante e em muita situações era completamente
inacessível aos pobres, mesmo que isto significasse morrer à mingua nos
hospitais, por não poder pagar um tratamento caro.
Tudo assemelhava-se aos tempos de hoje, inclusive as grandes metrópoles com seus
arranha-céus de alto luxo, mesclados com casebres e as construções improvisadas
dos desafortunados.
Circular hoje pelas cidades da lendária
Atlântida, se possível fosse voltar no tempo, seria praticamente a mesma coisa
que andar pelas ruas de São Paulo, Paris ou Nova Iorque.
O que foi, então, que deu errado?
A resposta está dentro de nós mesmos. Afinal,
muitos de nós esteve lá, e encontra-se reencarnado agora.
Fosse a Atlântida tão desenvolvida assim não teria desaparecido a ponto de se
tornar apenas uma história de ficção. Milênios se passaram desde seu súbito
desaparecimento. A Terra renasceu, e com ela recomeçou a humanidade,
realimentando o ciclo da vida. Muitas encarnações vieram. Crucificamos o Cristo
de Peixes, esperamos ansiosamente o Cristo de Aquário. Guerreamos, escravizamos
e matamos os nossos semelhantes, viajamos ao espaço.
Nossa ciência avança a passos largos, dominamos tecnologias fantásticas, que ao
invés de curar causam dor. Estamos repetindo nosso erro do passado remoto.
Há esperança? Sim, sempre há esperança, pois
Deus nunca deixará de acreditar no homem. Resta saber se teremos a
capacidade de reverter a situação atual, ou se seremos convidados a recomeçar.
Tal qual ocorreu na Atlântida, a intolerância, a falta de Amor e o desprezo ao
meio-ambiente podem voltar-se nós com a rapidez do raio e com a força
avassaladora da natureza, que ditará os novos rumos do clima reconduzindo-nos
compulsoriamente a nossa insignificância.
Oremos todos pela iluminação do Planeta,
lembrando, em nossas ações do cotidiano, que fora da caridade não há salvação.
A oportunidade bate à nossa porta. Seremos, desta vez, capazes de utilizar nosso
conhecimento e nossa tecnologia para distribuir o Amor e a Paz?
Tenham todos uma boa noite.
Manoel Dantas