Cód:

233
10/04/2005
Autor:
Psicografado por: Cleber P. Campos
Ref:
As manifestações de pesar pela morte do Papa João Paulo II movimentou milhões de fiéis.
Como foi mostrado pelos meio de comunicação, perdia-se de vista a multidão, que podia também ser observada do espaço, tamanho era o aglomerado de pessoas, querendo dar seu último adeus ao Santo Padre.
Antes de avançar em minha narrativa, quero deixar claro que João Paulo II foi merecedor de todas as  homenagens que recebeu, e que é merecedor de honras também no Plano Espiritual, por sua obra na Terra e por tratar-se do "bom servo", que retorna a seu Senhor com seus "talentos" multiplicados.

A grande maioria ali chorava o desaparecimento de um líder, de um pai como chegaram uns a declarar.
Quantos, porém, oravam em louvor a Deus, pelo irmão que retornava à casa do Pai? Quantos agradeciam o privilégio de terem convivido com um homem do mais alto valor cristão?

Do ponto de vista espiritual, a força movimentada pelos fiéis na semana que passou foi imensa, porém desconexa. Seria grande o bastante para alterar de forma sustentável a aura do planeta, não fosse o despreparo dos homens em relação à sua própria fé.

Aí está, caros irmãos, o paradoxo em que encontra-se a humanidade contemporânea.
Pessoas deslocam-se  a  grande distâncias, privam-se de alimento e do sono reparador somente para ver e homenagear um corpo já sem vida.
E, lamentavelmente, logo após o funeral do irmão que tão nobre missão cumpriu em sua existência terrena, voltam os fiéis a suas casas e seguem sua vida, esperando um novo líder surgir e morrer, para chorar por ele e proclamá-lo santo, ao invés de seguir seus exemplos hoje e sempre.

"Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo."
Se todas estas pessoas que foram à Praça de São Pedro fossem capazes de aplicar esta máximo do Cristo, e que deveria ser, na verdade, a base de sua fé, o mundo seria muito diferente.

Boa reflexão.

Manoel Dantas

Vozes do Caminho - Todos os Direitos Reservados