A grande maioria ali chorava o desaparecimento
de um líder, de um pai como chegaram uns a declarar.
Quantos, porém, oravam em louvor a Deus, pelo irmão que retornava à casa do
Pai? Quantos agradeciam o privilégio de terem convivido com um homem do mais
alto valor cristão?
Do ponto de vista espiritual, a força movimentada pelos fiéis na semana que passou foi imensa, porém desconexa. Seria grande o bastante para alterar de forma sustentável a aura do planeta, não fosse o despreparo dos homens em relação à sua própria fé.
Aí está, caros irmãos, o paradoxo em que
encontra-se a humanidade contemporânea.
Pessoas deslocam-se a grande
distâncias, privam-se de alimento e do sono reparador somente para ver e
homenagear um corpo já sem vida.
E, lamentavelmente, logo após o funeral do irmão que tão nobre missão
cumpriu em sua existência terrena, voltam os fiéis a suas casas e seguem sua
vida, esperando um novo líder surgir e morrer, para chorar por ele e proclamá-lo
santo, ao invés de seguir seus exemplos hoje e sempre.
"Amar a Deus sobre todas as
coisas e ao próximo como a si mesmo."
Se todas estas pessoas que foram à Praça de São Pedro
fossem capazes de aplicar esta máximo do Cristo, e que deveria ser, na verdade,
a base de sua fé, o mundo seria muito diferente.
Boa reflexão.
Manoel Dantas