Cód:

215
10/03/2002
Autor:
Psicografado por: Não informado
Oferta de: Vilma Zsengellér
DEUS PAI

DEUS PAI

Muitas vezes, no decorrer da nossa existência, ouvimos críticas e elogios, mas quase sempre, esquecemo-nos da amargura das críticas salvadoras para lembrarmo-nos apenas dos elogios.
Tantas foram as vezes que fomos alertados das formas mais diversas: fomos alertados do valor da presença de Jesus em nossas vidas, quando um amigo partiu e deixou-nos cheios de decepção; fomos alertados pela enfermidade que nos chegou, deixando-nos aquela verdade tão consciente da bênção da saúde que muitas vezes menosprezamos.
Quantas foram as vezes que Jesus tomou tão repletas de bênçãos as nossas vidas, quando escapamos de um perigo ou quando fomos libertos de uma situação para a qual não achávamos saída e uma mão amiga e forte disse-nos com alegria e um sorriso: -Segue avante!
Quantas foram as vezes que não encontramos alento e alguém falou-nos de esperança; que estávamos tão sozinhos e alguém falou-nos de amor; estávamos tão cheios de pranto e alguém secou-nos o pranto; estávamos tão dilacerados, sem a bênção de um sentido
maior para as nossas vidas, e alguém falou-nos de trabalho não só trabalho material, o homem não vive só de pão, Jesus dizia-nos isso, mas ele vive, sim, do trabalho espiritual; e aquele que tem trabalho espiritual sabe muito bem o valor do pão espiritual, porque muitos são os que tem a mesa farta e são miseráveis do espírito; e muitos são aqueles que oferecem os tesouros do coração, os que dinheiro nenhum do mundo é capaz de comprar, a alegria, a solidariedade, a esperança, o apoio. Eu que vivi em plena guerra e desencarnei em plena guerra, eu sei o que representa a solidariedade, eu sei o que representa o desespero no olhar e a esperança em dias melhores. Eu sei o que é perder um ente muito amado, eu sei o que é reconquistar esse ente em muitos e muitos outros entes amados, por outras pessoas e que tornam-se criaturas amadas por nós, porque são filhos de Deus, são filhos da luz.
Que alegria nos envolve o coração quando tornamos a dor de alguém menor, ou quando alguém, olhando para nós, sente a própria presença de Deus, às vezes, num copo de água para o sedento, para o ferido, e como os feridos têm sede! Como é imensa a sede do corpo e da alma daqueles que são feridos! Tanto nas batalhas do corpo, nas batalhas do mundo, como nas batalhas do espírito, nas batalhas da redenção.
Por isso, meus irmãos, nenhum problema é grande demais, se temos fé no coração, se temos realmente, a nos animar, a certeza de que Deus é nosso Pai, de que Deus está, realmente, em nós, em torno de nós, que Deus quer, realmente, o nosso bem, que Deus não castiga seus filhos e que nós, tão-somente, às vezes, sofremos com as conseqüências de nossos próprios erros, de nossos próprios desacertos. Nós vamos chegar à conclusão de que todo sofrimento é justo e, se é justo, é por nós, porque Ele não castiga ninguém; nós é que nos castigamos, nós é que escolhemos nossas penas; nós não achamos que Deus é justo, nós é que somos injustos, não agradecidos a Ele, tudo que Ele nos tem concedido.

Scheilla

Oferta de Vilma Zsengellér.

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