Enviada
pelo Espírito de José Inácio |
Boa Noite à todos!
Meu nome é José Inácio, antes de tudo quero agradecer à Deus e à todos por esta oportunidade.
Quero dizer aos irmãos que sofrem as angustias de ver um ente querido ou até os que passam pelo mal da insanidade mental, dos problemas psíquicos, que ouçam um pouco da minha experiência de vida.
Quando encarnado, cresci num ambiente bastante humilde e pouco pude me dedicar aos estudos, havendo apenas dedicação ao trabalho e ao sustento do lar, no decorrer de minha jornada, o Senhor me concebeu uma linda família, uma esposa dedicada e carinhosa, mãe e esposa exemplar, e com ela fui agraciado com quatro filhos, entre eles havia um, o caçula, chamava-se João Francisco, este sofria de problemas psicológicos, possuía um certo grau de loucura, que era capaz de tirar do sério qualquer um que não compreendia o seu problema, tinha certa esquisitices e algumas vezes agia de forma agressiva.
Eu chorava e o repugnava todos dos dias de minha vida, era muito difícil para mim aceitar que tal criatura tivesse sido gerado em meu leito familiar, fruto de minha existência. Não conseguia esboçar por ele qualquer sentimento de amor, caridade e dedicação, via-o como ser desprezível.
Até que um dia minha ignorância foi tanta que resolvi excluí-lo de vez de minha vida, coragem para matá-lo não tive, embora a vontade fosse essa, então resolvi interná-lo em uma clinica bem longe do meu alcance e deixá-lo por lá, pois assim achava que todos os meus problemas estavam resolvidos.
Ao passar dos anos, cerca de 10 ou 15 anos, mais ou menos, quando me encontrava a padecer vítima de um câncer no meu aparelho digestivo, fui surpreendido com a visita desse filho que tanto rejeitei, para meu espanto, tornara-se homem digno, pai de família, trabalhador e bem aparentado, mal tive coragem de olhá-lo nos olhos, não podia compreender tamanha transformação; diante de tanto espanto, vim a saber que meu filho estava curado, que seu problema era de uma forte obsessão que tentava levá-lo cada vez mais a desgraça, e com a ajuda de pessoas benditas que se apiedaram de sua situação, passaram a ajudá-lo de todas as maneiras possíveis.
Diante de tanto amor, me envergonheis da minha covardia e ignorância, tendo desprezado um filho, que em seguida veio a me trazer todo amor que jamais o havia oferecido, sua generosidade foi tanta que obtive o seu perdão.
Que ignorantes como eu não
sejam comuns diante de nós.
Desejo profundamente que todos possam encontrar a felicidade, mas lembrem-se que
ela não é possível sem a caridade.
Do amigo
JOSÉ INÁCIO