Crítica e Nós
Diante da tarefa que se te reserva, no levantamento do bem comum, é justo respeitar o que os outros dizem, no campo da crítica; entretanto, é forçoso não paralisar o serviço e nem prejudicar o serviço em virtude daquilo que os outros possam dizer.
Guardar
a consciência tranqüila e seguir adiante.
Escapam da crítica exclusivamente as obras que nunca saem de plano, à maneira
da música que não atrai a atenção de ninguém, quando não se retira da
pauta. Viver a própria tarefa é realizá-la; e realizá-la é sofrê-la em si.
Censores
e adversários, expectadores e simpatizantes podem efetivamente auxiliar e
auxiliam sempre, indicando-nos os pontos vulneráveis
e aspectos imprevistos da construção sob nossa responsabilidade, através das
opiniões que emitem; no entanto, é preciso não esquecer que se encontram
vinculados a compromissos de outra espécie.
Encargo que nos pertença respira conosco e se nos erige no caminho em alegria,
aflição, apoio e vida. Cabe a nós conduzi-lo, executá-lo, aperfeiçoá-lo,
revivescê-lo.
Muitos querem que sejamos desse modo; que nos comportemos daquela maneira; que
assumamos diretrizes diversas daquelas em que persistimos, ou que vejamos a
estrada pelos olhos que os servem; todavia, é imperioso considerar que cada um
de nós é um mundo por si, com movimentos particulares e órbitas diferentes.
Sustentemo-nos fiéis ao nosso trabalho e rendamos culto à paz de consciência,
atendendo aos deveres que as circunstâncias nos conferiram, e, oferecendo o
melhor de nós mesmos, em proveito do próximo, estejamos tranqüilos, porque,
tanto nós quanto os outros, somos o que somos com a obrigação de
melhorar-nos, a fim de que cada um possa servir sempre mais, na edificação da
felicidade de todos, com aquilo que é e com aquilo que tem.
EMMANUEL
Página
recebida pelo Médium FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Do livro "Coragem", Edição CEC. Oferta do Grupo Espírita "Os
Mensageiros", fundado por José Gonçalves Pereira, em 1953.