Querida Matilde.
Que saudade! Mas estou muito bem!
Hoje posso afirmar que não há limites para o verdadeiro amor. Como já dissera
Jesus, o amor é imortal e atravessa o véu da morte.
Sinto ainda meu coração apertar ao pensar em nós dois, do mesmo jeito que no
dia em que a conheci a quarenta e poucos anos atrás.
Graças a meu estado de adiantamento, tenho nos últimos seis meses cumprido
minha promessa: tenho ido com você à missa todos os domingos.
Posso ver que você às vezes percebe a minha presença, mas acaba se
entristecendo, achando ser sua imaginação.
Mas eu estava lá, ao seu lado, e quero que se alegre com a minha presença.
Quero continuar a seu lado sempre que o trabalho me permitir e gostaria de ver
que está motivada a viver.
Não se deixe abater por pensamentos estranhos. Estamos mais próximos do que
você imagina.
Como já disse, nosso amor nutre nossos espíritos, que já caminharam juntos em
longas jornadas que já se perderam no tempo.
Ocorre agora que retornei primeiro do que você, por entender a Espiritualidade
Superior que eu deveria retornar ao trabalho deste lado da vida.
E você deve continuar seu trabalho ainda mais um tempinho por aí.
Mas esteja certa que nos reencontraremos na hora certa. E, para este momento,
estou guardando um abraço e um beijo especiais, do tamanho do nosso coração.
Um grande beijo a você, à Andréia, que estava linda toda de branco e ao
Amauri, que graças a Deus, é motivo de grande orgulho a este pai.
Estarei sempre por perto, sempre que Deus me permitir.
José Roberto Amorim.