Cód:

022
09/05/2002
Psicografado por: Cleber P. Campos
Destinatário:
Mãe

Mãe, mamãe.
Estas são as palavras que saem de nossa boca nos momentos difíceis e é a tua imagem que nos enlaça.
Desde o início,quando ainda não temos um corpo físico, já estamos lá a escutar as batidas do teu coração. E, neste doce compasso, vivemos em teu ventre pelo tempo que a natureza determina, até que as batidas do nosso próprio coração se confundem com as tuas.
Depois é no teu peito que buscamos refúgio e aconchego, quando finalmente passamos a viver novamente no mundo físico.
Daí em diante, não existirão mais noites de sono tranquilas. Noites e noites afora estarás em vigília com teu coração de mãe a agradecer ao Pai pela dádiva da vida, pelo filho que por vezes te leva ao sofrimento.
Até o dia que este filho, já crescido, enfim reconhece em ti toda a Luz do Amor e da Bondade, e te diz, do fundo do coração, aquelas duas palavrinhas:
- Mãe, mamãe!
Sou grato a Deus, mãe, porque tive a oportunidade de fazer isto enquanto estávamos juntos neste mundo.

Carlos Alberto.

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