Do alto da colina eu pude assistir meu corpo, ou o que restava dele, ser
baixado na sepultura, rodeado de parentes e amigos em pranto.
Eu sei, mamãe Diná, que o sofrimento foi grande principalmente para você. Nos
derradeiros dias eu já tudo assistia recostado a um canto do quarto, enquanto
os médicos faziam tudo o que estava a seu alcance.
Naqueles dias de fevereiro eu só aguardava o momento da libertação
definitiva, já informado e conformado com o destino que o Pai preparara para
mim.
Ao levantar-me daquela colina após a cerimônia, observei você entrar no carro
e partir. Voltei-me e segui com a vovó Maria que já me auxiliava a muitos
meses.
Hoje estou legal, trabalhando e aprendendo muito neste novo e maravilhoso mundo.
Uma beijoca.
Josiel.