Cód:

340
16/04/2008
Autor:
Psicografado por: Cleber P. Campos

Queridos amigos.
Narro-lhes a minha história para deixar registrado a importância de guardar Deus no coração durante a vida terrena. E entendam por "guardar Deus no coração" como fazer sempre o bem, exercitar a caridade e o respeito ao próximo, e crer que existe algo além da vida.

Assim como eu não poderia saber, ninguém sabe quando será surpreendido com as portas do além a se abrirem em seu caminho.

Pois bem, eu era jovem e aventureiro, e resolvi acampar sozinho na mata. Por um descuido ou sei lá o que, fui picado por uma serpente e, longe de tudo e de todos, sofri as conseqüências da minha imprudência.
Quando o veneno começou a afetar minha coordenação motora, sentei-me e aguardei o fim. Nunca acreditei em Deus ou na continuidade da vida, e por isto mesmo nada esperava além do fim propriamente dito.

Passei por dolorosas transformações e, como o tal fim não chegava, pois continuava a ver, sentir e respirar, achei que de algum modo meu corpo estivesse reagindo a peçonha que circulava em meu sangue. Cada vez mais era difícil respirar e, mesmo quando pensei que não mais respirava eu continuava lá, percebendo tudo de modo diferente que o habitual. O céu avermelhou-se e raios cortavam constantemente o éter. Coisas na mata pareciam ganhar vida e moviam-se de modo estranho, com sons igualmente diferentes.

"Estou enlouquecendo por causa do veneno", pensei. E, já que a morte não chegava, esforcei-me e pus em pé, começando a caminhar lentamente.

Nada da dor, da náusea ou da tontura que me fizeram sofrer. Na minha perna, nem sinal da mordida.
"Sobrevivi!", pensei exultante. "Devo ter ficado dias em delírio e venci a batalha contra o veneno."

Mas as coisas não estavam como deviam. Tudo à minha volta estava mudado. Cores, seres estranhos, era como se a mata tivesse ganhado vida.
Pus-me a caminhar, buscando sair dali. Andei, andei muito. Me dei conta que não comia ou bebia sei lá desde quando e ao pensar nisto senti fome e sede.
Desviei a atenção e as sensações sumiram, como num passe de mágica.

Como não chegava a lugar algum, uma ponta de medo passou-me pela cabeça. Imediatamente o céu escureceu e começou a ventar, parecendo que uma forte tempestade se formava. Grande animais que eu nunca havia visto vieram em minha direção e corri gritando feito louco. Meu medo virou pavor. Não sei por quanto tempo tentei fugir daquela situação, só posso dizer que quanto mais o medo me dominava, mais ameaçador tornava-se o cenário à minha volta .

Caí no chão e feito criança chorei e gritei por minha mãe, já falecida, como se ela pudesse ouvir-me. A lembrança dela me fez recordar a oração do Anjo da Guarda, que ela costumava recitar todas as noites para mim. Repeti fervorosamente a oração, naquela altura a única que eu lembrava de verdade e acalmei-me.
A tempestade desapareceu e o céu voltou a abrir-se naquele estranho tom avermelhado.

Muito tempo ainda (meses ou anos, sei lá!) me custou para compreender que eu na verdade estava "morto" mesmo e que meus pensamentos tinham um enorme poder criador nesta nova situação.

Quando finalmente entendi, minha mãe, que me acompanhava desde o momento da minha "morte", revelou-se para mim. Ou melhor, fui eu quem finalmente consegui vê-la e compreender a sua manifestação.
Quis ver o  meu corpo, ainda naquela característica bem humana de "ver para crer", mas ela me disse que a natureza já se encarregava de devolver a minha roupagem física à terra.

Descobri que meu padrão vibratória era extremamente denso devido à minha total ignorância e falta de fé, a tal ponto que não consegui nem mesmo ver o meu próprio corpo ao sair dele. Não fui capaz também de ver a minha mãe e toda a ajuda que esteve ao meu lado desde o primeiro momento na nova vida.

Assim, fica aqui o alerta: modifique-se e aprenda a vibrar na freqüência de Deus, que nada mais é do que a freqüência do amor e da caridade.
Faça isto enquanto a sua hora não chega e estará ajudando a si mesmo e também a muitos outros. Assim, quando se encontrar no vestíbulo da vida espiritual, saberá encontrar rapidamente os benfeitores iluminados que estão sempre presentes e que quase sempre não são percebidos, deixando-os livres para auxiliar os mais ignorantes e mais necessitados.

Boa noite!

Um amigo.

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