Até que ponto toda uma população pode ser
penalizada por erros cometidos contra outros povos, contra o meio-ambiente ou
contra si mesmos?
Falo aqui de carma coletivo, do débito que pode recair até mesmo sobre toda uma
civilização.
O tema é delicado, porém pertinente.
Procurarei abordar aqui exemplos de outros tempos ou genéricos por entender que
os mais recentes e ou específicos podem vir a ferir os sentimentos da maioria
dos atuais habitantes do planeta, simplesmente por estarem além de sua
capacidade compreender..
O resgate coletivo é, sem dúvida alguma, um instrumento de correção de desvios de larga escala usado pela Espiritualidade, já aplicado em diversas passagens da história do Planeta.
Nem todos os desastres naturais ou acidentes de grandes proporções, mesmo os causados pelas máquinas humanas podem ser classificados como carma coletivo. Tenham certeza, porém, que a Espiritualidade se utiliza destes instrumentos quando as reparações são necessárias: convulsões da natureza, acidentes de toda sorte, guerras e outros.
Para o desencadeamento do processo de resgate
coletivo, um longo caminho deve ser percorrido onde milhões de almas, encarnadas
e desencarnadas desenvolvem árduo trabalho. Uns, involuntariamente ou não,
contribuem para sua auto-destruição através dos mais variados meios, sejam eles
a criação de dogmas, escravização de homens e animais, exploração predatória,
fomentação de guerras, avareza, falta e caridade, luxúria e tantos outras
paixões humanas.
Outros trabalham incessantemente para manter o equilíbrio, buscando combater as
idéias e ações nocivas de seus semelhantes de forma ativa, porém pacífica,
enquanto outros lutam por influenciar positivamente os homens, fazendo todo o
possível para envolver o planeta em Luz e bons fluídos.
E toda esta batalha, travada muitas vezes por anos ou séculos, é guiada pelo
livre arbítrio de todos os envolvidos.
Se ocorre o rompimento do equilíbrio de forma que o mesmo não pode ser
restaurado pelas forças já descritas, a Espiritualidade Superior interfere, com
a permissão de Deus, e faz os devidos ajustes.
Que fique muito claro que, mesmo nos processos
coletivos aparentemente mais dolorosos para a humanidade, a Justiça Divina é
perfeita e age em diferentes graus, conforme as obras de cada um.
Muitas são as histórias de pessoas que "inexplicavelmente" perderam um vôo que
espatifou-se no chão ou que desistiram das férias e não estavam presentes numa
praia varrida por um furacão
Mesmo aquelas que são colhidas pela morte não podem se dizer "punidas". Embora
longe dos olhos e da compreensão dos encarnados, o resgate, auxílio e
encaminhamento destas pessoas são realizados criteriosamente pelos trabalhadores
do Cristo, segundo suas obras.
Isto equivale dizer que nem todos são culpados
ativos, isto é, não tomaram nenhuma atitude que agravasse a situação ou
prejudicasse diretamente a alguém, mas cometeram o pecado da omissão
tornando-se, portanto, culpados passivos.
E nós, o que estamos fazendo com nosso mundo? A que grupo pertencemos? Estamos
do lado de quem destrói, de quem ilumina ou de quem não se importa?
Se o desequilíbrio da Terra for inevitável, todos nós teremos uma conta a pagar.
Reflita.
Manoel Dantas.