Cód:

246
10/08/2005
Autor:
Psicografado por: Cleber P. Campos

A humanidade atravessa hoje a era da informação.
As imagens do que acontece do outro lado da Terra percorre o planeta em segundos, e todos podem tomar conhecimento dos fatos no chamado "tempo real".
Terá o homem finalmente atingido a maturidade para compreender aquilo que vê e aquilo que ouve?
Em outros tempos, a civilização humana já esteve em estágio até mais avançado do que este. A comunicação, tal como agora, era manipulada por uma minoria, que impunham seus interesses a todo um povo.
O consumismo e a luxúria estavam acima de qualquer coisa, freqüentemente sobrepondo-se às necessidades dos mais humildes, que eram usados para atrair a atenção e gerar mais consumo através de histórias sensacionalistas.
A tecnologia ao invés de proporcionar bem-estar e amenizar a dor de todos, também servia a classe dominante e em muita situações era completamente inacessível aos pobres, mesmo que isto significasse morrer à mingua nos hospitais, por não poder pagar um tratamento caro.
Tudo assemelhava-se aos tempos de hoje, inclusive as grandes metrópoles com seus arranha-céus de alto luxo, mesclados com casebres e as construções improvisadas dos desafortunados.

Circular hoje pelas cidades da lendária Atlântida, se possível fosse voltar no tempo, seria praticamente a mesma coisa que andar pelas ruas de São Paulo, Paris ou Nova Iorque.
O que foi, então, que deu errado?

A resposta está dentro de nós mesmos. Afinal, muitos de nós esteve lá, e encontra-se reencarnado agora.
Fosse a Atlântida tão desenvolvida assim não teria desaparecido a ponto de se tornar apenas uma história de ficção. Milênios se passaram desde seu súbito desaparecimento. A Terra renasceu, e com ela recomeçou a humanidade, realimentando o ciclo da vida. Muitas encarnações vieram. Crucificamos o Cristo de Peixes, esperamos ansiosamente o Cristo de Aquário. Guerreamos, escravizamos e matamos os nossos semelhantes, viajamos ao espaço.
Nossa ciência avança a passos largos, dominamos tecnologias fantásticas, que ao invés de curar causam dor. Estamos repetindo nosso erro do passado remoto.

Há esperança? Sim, sempre há esperança, pois Deus nunca deixará de acreditar no homem. Resta saber se  teremos a capacidade de reverter a situação atual, ou se seremos convidados a recomeçar.
Tal qual ocorreu na Atlântida, a intolerância, a falta de Amor e o desprezo ao meio-ambiente podem voltar-se nós com a rapidez do raio e com a força avassaladora da natureza, que ditará os novos rumos do clima reconduzindo-nos compulsoriamente a nossa insignificância.

Oremos todos pela iluminação do Planeta, lembrando, em nossas ações do cotidiano, que fora da caridade não há salvação.
A oportunidade bate à nossa porta. Seremos, desta vez, capazes de utilizar nosso conhecimento e nossa tecnologia para distribuir o Amor e a Paz?

Tenham todos uma boa noite.

Manoel Dantas

 

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