Cód:

086
22/06/2003
Autor:
Psicografado por: Cleber P. Campos
Obsessão

Obsessão

Queridos amigos.
Em minha jornada pelo mundo espiritual fui testemunha ocular de um caso que gostaria de narrar-lhes, como exemplo e advertência.
A muito tempo eu era novato no trabalho de auxílio na crosta terrestre. Trabalhava então com um grupo de amigos liderado por iluminados irmãos.
Muito agitadas eram nossas atividades, dado ao grande número de necessitados.
Dentre inúmeras tarefas, a situação em particular de um infeliz irmão chamou-me a atenção. Era um rapaz lá pelos seus 25 anos de vida. Doente, insano, sem esperança, apesar de nascido em berço de ouro e ter à disposição os melhores médicos da época.
Descobri-o por acaso, quando passava próximo à sua casa e senti suas emanações de tristeza e loucura.
Curioso, desviei-me da rota e fui ver o por que de tamanha desesperança.
Ao entrar em seu quarto, um vulto escuro e enfurecido precipitou-se sobre mim aos berros, exigindo que me retirasse com urgência.
Antes e sair, porém, notei a ligação que havia entre aquela criatura e o jovem rapaz.
Aquele ser escuro o dominava por completo, incutindo nele todas as idéias insandecidas que pintavam seu quadro mental, impedindo-o de ser uma pessoa normal.
Tornei às esferas superiores e indaguei a meu Mentor sobre aquela situação, sobre se seria justo o jovem ser ameaçado daquela forma.
Como resposta recebi a incumbência de acompanhar o caso, procurando apenas auxiliar sem interferir.
Foi o que fiz. Por anos a fio passei a visitar o rapaz e seu algoz, quase que diariamente.
Aos poucos consegui desenvolver um contato amistoso com o infeliz irmão das trevas. Fiz o que pude para convencê-lo a deixar em paz o pobre rapaz, para que viesse comigo para poder trabalhar por seu próprio crescimento.
Muito pouco consegui.
O rapaz, longe de ser apenas vítima, tinha pesadas dívidas com seu obsessor, e por sua vez, chamava por ele em suas horas de desprendimento. O obsessor simplesmente não conseguia perdoar e seguiam assim.
Certa feita, ao visitá-los, surpreendi-me ao encontrar os dois lado a lado. Não suportando mais a pressão, o rapaz acabara com a própria vida. Seu corpo jazia no chão, banhado em sangue.
Em vão tentei aproximar-me. Os dois simplesmente não logravam ver-me ou ouvir-me, mergulhados num filme exclusivo gerado por suas mentes perturbadas.
Nunca mais soube deles.
Mas a lição é valiosa e não deve ser esquecida. A vida não termina com a morte e deste mundo só levamos os nossos relacionamentos, bons ou ruins.
Olhemos, pois, ao redor. Não percamos mais tempo em reconstruir nossos relacionamentos, edificando-os no amor e respeito, seguindo sempre o exemplo maior de Jesus.
André Luiz.

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