Sempre há tempo
Sempre há tempo.
Não somos donos do próximo minuto, mas somos donos do próprio destino.
A direção que toma nossa vida está em nossas mãos, através da semeadura diária.
Colhemos o que plantamos.
Por que, então, o ser humano está sempre julgando seu próximo, opondo-se à
Verdade a aos fatos? Difícil responder. Difícil compreender a natureza humana.
Em muitos anos de trabalho como socorrista, isto é, aquele que busca auxiliar e
resgatar recém-desencarnados, tenho visto mais almas doentes que que sadias.
Diante do inevitável, que nada mais é do que a continuidade evolutiva do ser
humano, a maioria desespera-se e julga poder sobrepor-se à natureza.
Buscam de todas as formas desculpas para o estado lastimável em que se
encontram, querem permissões para retornar à família para resgatar dívidas
passadas sob o pretexto de que "não tiveram tempo de fazê-lo em
vida".
Outros, em piores condições, tornam-se agressivos na defesa dos bens terrenos,
querendo impedir que sejam espoliados.
Nada é tão certo na vida como a própria morte. Todos sabem que um dia a morte
os levará, e, no entanto, vivem suas existências de forma desregrada, deixando
a reforma íntima para um incerto amanhã.
Por que? Simplesmente porque a maioria desconhece a Verdade da Vida Espiritual.
Cabe a vós, irmãos Espíritas e Espiritualistas, continuar na luta divulgatória
dos preceitos Espíritas.
Com conhecimento de causa, poderá então o homem ter a certeza de que o destino
está em suas mãos.
Restará então que faça bom uso de suas sementes.
José de Arigó.