Oi mãe.
Demorou, mas consegui. Hoje sou um vencedor.
Nada mais me prende à cadeira de rodas. Posso andar, correr e fazer tudo o que
quero. Até escrever esta carta com a desenvoltura que a psicografia me permite.
Mas não foi fácil. A transição para a espiritualidade não transforma as
coisas. A libertação do corpo deixa o espírito da mesma forma que estávamos
na Terra e cabe a nós o trabalho de renovação.
Graças a Deus e a ajuda de todos aqui (amigos, muitos amigos, o tio Juvenal, o vô
Pedro e a vó Maria) sou eu de novo, um novo homem.
Aqui tenho a resposta que sempre busquei. Agora sei exatamente porque fui
obrigado a passar toda a minha vida preso a um corpo em declínio.
Creia, mãe, foi escolha minha. Eu precisava desta redenção. Um dia contarei a
você os detalhes, pois acho que agora não vem ao caso.
O que importa é que consegui. Superei minha prova e posso vislumbrar um futuro
melhor, tanto aqui quanto numa próxima oportunidade encarnatória.
Agradeço tudo o que você fez por mim, pelas suas preces (sempre muito firmes e
de muita luz para mim), pela sua força principalmente nos momentos derradeiros.
Você é uma guerreira, é a minha guerreira e quero que seja feliz!
Estarei sempre com você, no coração e em pensamento.
Não deixe faltar o meu girassol no nosso jardim.
Beijos!
Alexandre.