Querida Vanda,
Estou aqui. Estou bem. Tudo aconteceu com muita serenidade e pude partir em paz.
Suas preces e as de nossos filhos tem sido um grande bálsamo, me fortalecendo e
me ajudando a reerguer-me.
Estava muito debilitado quando aqui cheguei, mas já consigo andar sem a ajuda
dos muitos amigos que aqui encontrei.
Estou feliz, mas com aquela saudade que só quem ama pode sentir. Mas quem ama
compreende e espera a oportunidade do reencontro, que a seu tempo virá.
Dia destes passei por aí, esbarrei em você na cozinha. Sim, era eu, que obtive
permissão para vê-la. Estava com o Geraldo e o Nonô, que em ajudaram a
reencontrar o caminho de casa.
Você estava linda como sempre, com aquele seu vestido azul.
Graças a Deus pude revê-los e ter a certeza que a fé viva que sempre
nos guiou nos ampara e norteia também agora, nestes tempos de aprendizagem,
resignação e paciência.
Aos filhos Robson e Raquel meu abraço caloroso de pai, aos netinhos Júlia e
Thiago um beijo do vovô Arquimedes, que se despede de coração apertado, mas
cheio de amor e orgulho.
E a você minha querida Vanda, Vandinha, minha eterna gratidão por tudo
o que vivemos juntos, além das eternas juras de amor que fizemos e se renovam
na vida espiritual.
Beijos.
Arqui.