Querido irmão.
Finalmente posso respirar ar fresco!
Finalmente pude contemplar novamente a luz do sol, o azul do céu. Pude ouvir o
canto dos pássaros e sentir a brisa no rosto.
Como pude ser tão ingênuo?
Grande foi o choque ao revê-lo. Sim! Eu estive aí na fazenda dia destes e
fiquei espantado ao vê-lo com os cabelos brancos a brincar com seus netinhos.
Eu ainda tenho a aparência de 16 anos!
Fiquei lá naquele buraco esperando ajuda até quase agora, sem cair na
realidade que meu corpo já se havia desligado.
Como, porém, saber destas coisas, s e nos doutrinaram diferente?
Isto agora não importa mais. Acho que o sofrimento me fez amadurecer e nosso avô
Jonas veio e me levou daquele buraco.
É, irmão, o vovô Jonas, bonito e elegante como sempre.
E eu tô aqui, firme e forte, trabalhando para uma reencarnação que não tem
ainda data certa e deve demorar o bastante para que a gente se reencontre por
aqui.
Abração!
Túlio Madeira