Mãe, mamãe.
Estas são as palavras que saem de nossa boca nos momentos difíceis e é a tua
imagem que nos enlaça.
Desde o início,quando ainda não temos um corpo físico, já estamos lá a
escutar as batidas do teu coração. E, neste doce compasso, vivemos em teu
ventre pelo tempo que a natureza determina, até que as batidas do nosso próprio
coração se confundem com as tuas.
Depois é no teu peito que buscamos refúgio e aconchego, quando finalmente
passamos a viver novamente no mundo físico.
Daí em diante, não existirão mais noites de sono tranquilas. Noites e noites
afora estarás em vigília com teu coração de mãe a agradecer ao Pai pela dádiva
da vida, pelo filho que por vezes te leva ao sofrimento.
Até o dia que este filho, já crescido, enfim reconhece em ti toda a Luz do
Amor e da Bondade, e te diz, do fundo do coração, aquelas duas palavrinhas:
- Mãe, mamãe!
Sou grato a Deus, mãe, porque tive a oportunidade de fazer isto enquanto estávamos
juntos neste mundo.
Carlos Alberto.