Cód:

017
29/11/2001
Autor:
Psicografado por: Cleber P. Campos
Destinatário:
Mamãe querida

Mamãe querida.
Nem deu tempo de dizer ai! Aquela expressão de dor e agonia que você diz ter ficado no meu rostinho foram só reações naturais do corpo físico. Naquele momento foi tudo muito rápido e quando meu corpo caiu nos braços do papai eu já estava no colo da vovó Ana, que me carregou com ela e está cuidando de mim.
Não se preocupe, tá? Eu sei que é difícil, pois é difícil pra mim também. mas era isto que devia acontecer e mais pra frente você e o papai vão compreender.
Tenham fé e orem bastante. Eu estou bem e moro numa casinha azul clara junto com a vovó.
Quando pensar em mim, mamãe, me imagine brincando num jardim com flores amarelas e vermelhas, pois é neste jardim que tenho passado meus dias, bem em frente da casa da vovó.
Logo, logo ela está me dizendo que vou ter que ir a escola.
Um beijão mamãe e papai. Perdoem aquele que fez isto comigo. Ele era apenas um instrumento de Deus. Orem por nós e por ele também.

Miriam.

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